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Perguntas Comuns

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O que é próstata? Onde ela se localiza?

A próstata é um órgão sexual secundário, secretório e não essencial encontrado em todos os mamíferos do sexo masculino. Entre os produtos que a próstata secreta está uma proteína conhecida como antígeno prostático específico (PSA). As mulheres não têm próstata, embora possuam, ao lado da uretra, minúsculos órgãos secretórios que têm alguma homologia com a próstata. Esses órgãos femininos, que levam o nome do ginecologista escocês Alexander Skene, também produzem PSA.

Do ponto de vista anatômico e patológico, os órgãos sexuais secundários variam grandemente entre as espécies de mamíferos. Por exemplo, o homem tem uma única próstata ligada a um par de órgãos secretórios não essenciais conhecidos como vesículas seminais. Para comparação, o cão tem somente uma próstata. No gambá, a próstata é composta por uma série de pequenas glândulas localizadas ao redor da uretra. Já no homem, a próstata é uma estrutura ímpar, mediana, que rodeia o segmento uretral entre a bexiga urinária e o assoalho pélvico, conforme mostrado na figura. Juntas, a próstata e as vesículas seminais produzem o componente líquido do sêmen e parecem ser importantes para a fertilidade. A necessidade da próstata para a fertilidade é discutível, pois no rato, que tem várias próstatas, a excisão cirúrgica dos órgãos laterais não tem efeito significativo sobre a fertilidade.

Como mostra a figura, a próstata humana localiza-se profundamente na pelve, atrás do osso púbico, envolta por outras estruturas. Sua posição dificulta o acesso cirúrgico. Seu ápice pontudo é pressionado exatamente contra o fundo da cavidade pélvica, onde ela se liga à uretra. Sua superfície posterior repousa sobre o reto. Superiormente, sua base é limitada pelo colo da bexiga. Anteriormente, seu ápice é coberto pelo plexo venoso dorsal de Santorini. O acesso ao plexo venoso dorsal é restrito por fortes ligamentos de ambos os lados que conectam a próstata à superfície inferior do espesso osso púbico. Anteriormente à próstata há uma fina camada de fáscia coberta de gordura. Atrás da próstata e das vesículas seminais há a espessa fáscia de Denonvillier. Repousando sobre todas essas estruturas está a bexiga e, atrás dela, os ureteres. Mais lateralmente encontram-se as veias ilíacas, as artérias ilíacas e os linfonodos.

 

Quais são as doenças relacionadas com a próstata?

A prostatite, inflamação que costuma ser dolorosa, é muito comum e ocorre em homens relativamente jovens. A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma doença cuja incidência aumenta com a idade. A HPB pode causar sintomas de micção freqüente, jato urinário fraco e micção noturna, entre outros. O câncer de próstata é uma doença comum e sua incidência também aumenta com a idade.

 

O que é PSA?

PSA, ou antígeno prostático específico, é uma proteína produzida pelas células que formam o líquido secretado pela próstata durante a ejaculação. O PSA também é produzido em menores concentrações em outros tipos de células do organismo. É encontrado em concentrações muito altas no ejaculado, mas normalmente uma pequena porção passa para a corrente sangüínea. A concentração de PSA no sangue dá uma estimativa do risco de ter câncer de próstata, o que explica a importância de sua medição em homens assintomáticos. Por exemplo, uma concentração de PSA entre 2,5 e 10,0 ng/ml em uma biópsia corresponde a 25% de probabilidade de câncer. Assim como qualquer outro exame, a dosagem de PSA deve ser interpretada no contexto, pois infecções, medicamentos e outros fatores podem causar flutuações em sua concentração sérica. O PSA não é um exame diagnóstico. Para diagnosticar o câncer de próstata, é necessário uma biópsia.

 

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O que se pode inferir de uma biópsia?

A biópsia da próstata é geralmente guiada por ultra-sonografia e produz pequenos fragmentos de tecidos, tais como o fragmento não corado mostrado na foto. Após a remoção, os fragmentos são fixados, normalmente em formaldeído, e colocados em cassetes para inclusão em parafina, corte e coloração antes da avaliação patológica. A imagem do ultra-som identifica diferentes regiões da próstata e as vesículas seminais, o que possibilita uma amostragem bem distribuída e direcionada. Os fragmentos de tecido, que representam amostras da próstata, são submetidos à avaliação microscópica por um patologista, que procura sinais de câncer, infecção, inflamação, efeito de drogas, lesões pré-malignas e hiperplasia benigna. Por se tratar de uma amostra, a biópsia não é necessariamente uma representação completa e legítima da próstata: uma biópsia positiva indica câncer, mas uma biópsia negativa não dá garantia real de que não haja câncer. Deve-se ter em mente que as biópsias dependem da interpretação dos patologistas, cujas habilidades e experiências são diferentes. Como a decisão do paciente depende em grande parte da interpretação correta dos achados da biópsia, os cirurgiões trabalham em conjunto com os patologistas e com freqüência analisam as lâminas diretamente. Em geral solicita-se ao paciente que forneça o material da biópsia ao cirurgião e ao patologista ou o encaminhe aos laboratórios de referência especializados, como o Bostwick Laboratories de Richmond, Virgínia (1-800-214-6628).  

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Após a análise do tecido da próstata, o patologista emite um laudo por escrito sobre seus achados. Um laudo de biópsia de próstata deve indicar, no mínimo, o número e as dimensões dos fragmentos examinados, a região da próstata de onde o tecido foi retirado e a avaliação patológica. Em caso de câncer, o laudo deve indicar o grau de diferenciação e a proporção de tecido envolvido. Muitos laboratórios complementam seus laudos com imagens selecionadas do componente mais comprometido do tecido. No exemplo mostrado na foto, podem-se ver os elementos mínimos do laudo de biópsia e a fotografia de um foco de câncer do lado esquerdo da base da próstata. O laudo também menciona: tecido benigno, atrofia, inflamação, proliferação acinar pequena atípica (ASAP) e neoplasia intra-epitelial prostática (NIP) de alto grau. Nas biópsias sem detecção de câncer, a observação de ASAP e/ou NIP pode ter implicações para um futuro diagnóstico de câncer, razão pela qual os laudos de biópsia devem sempre citar sua presença. Uma outra característica observada em alguns tipos de câncer e que deveria ser rotineiramente relatada, embora não seja vista neste exemplo, é a invasão perineural, que tem implicações sobre o estágio do câncer. Recebi um diagnóstico de câncer de próstata.

 

Foi alguma coisa que eu fiz?

Não. Certos comportamentos, que em teoria podem ser alterados, parecem ter relação com o risco de câncer: banho de sol e câncer de pele, fumo e câncer de pulmão, entre outros. Contudo, não foi descoberta nenhuma ligação clara entre comportamento e câncer de próstata. Embora existam inúmeras teorias sobre esse assunto, muito pouco foi estabelecido como fato. Em nossa pesquisa sobre as mudanças que podem ajudar a reduzir o risco de câncer, avaliamos o comportamento alimentar. Entre os nutrientes mais interessantes está o mineral selênio. Há alguns anos, o Dr. Krongrad e seus colegas publicaram um estudo na revista da Associação Médica Americana (Clark LC, Combs GF Jr, Turnbull BW, Slate EH, Chalker DK, Chow J, Davis SL, Glover RA, Graham, GF, Gross EG, Krongrad A, Lesher JL Jr, Park K, Sanders BB Jr, Smith CL, Taylor JR, do Grupo de Estudos sobre a Prevenção Nutricional do Câncer: Effects of selenium supplementation for cancer prevention in patients with carcinoma of the skin . A randomized controlled trial. JAMA 276:1957-1963, 1996) que constatou pela primeira vez uma baixa incidência de câncer de próstata em homens que fazem suplementação alimentar com selênio. Certas limitações no projeto do estudo, no entanto, exigem que ele seja repetido para confirmação. Em todo caso, não há provas de que a deficiência de selênio seja um problema importante para a maioria dos homens. Além disso, não há provas de que, uma vez diagnosticado o câncer de próstata, a suplementação com selênio seja útil. De modo geral, não temos meios comportamentais de prevenir o câncer de próstata nem razões para crer que um comportamento específico desencadeie o seu desenvolvimento.

 

O que é grau de câncer? E estágio do câncer?

Todo câncer de próstata é descrito por no mínimo duas características: grau e estágio. Embora estejam correlacionadas, são duas maneiras independentes de avaliar o comportamento potencial de um tumor. O grau descreve como as células cancerosas aparecem ao microscópio e é atribuído por um patologista; a forma mais comum de classificar o câncer de próstata é pelo sistema de graduação de Gleason. O estágio descreve a extensão do tumor e é avaliado por vários meios, tais como o exame físico e a cintilografia óssea. O estadiamento do câncer de próstata é feito normalmente pelo sistema TNM, onde T representa o tamanho do tumor primário na próstata, N representa o comprometimento dos linfonodos, e M representa a presença de metástase em locais distantes, p. ex., nos ossos.

 

Como funciona o sistema de graduação de Gleason?

O câncer de próstata é composto por células de formas variadas. O Dr. Donald Gleason caracterizou a forma dessas células e descreveu categorias que fornecem alguma indicação do risco correspondente ao estágio do câncer (extensão do câncer), bem como da sobrevida. O escore Gleason é a soma dos dois padrões mais prevalentes detectados pelo patologista e varia de 2, o menos agressivo, a 10, o mais agressivo.

 

O que é prostatectomia radical?

Prostatectomia radical é uma cirurgia que remove completamente a próstata, as vesículas seminais, as extremidades do canal deferente e, dependendo das considerações oncológicas, a gordura, os nervos e os vasos sangüíneos adjacentes. A prostatectomia radical é um tratamento padrão de primeira linha para o câncer de próstata.

 

Que chances eu tenho de não morrer de câncer de próstata se me submeter a uma prostatectomia radical?

O prognóstico depende da gravidade do câncer de próstata e das doenças concorrentes. Grande parte das informações sobre o câncer e seu prognóstico resulta da inspeção patológica da próstata após a prostatectomia radical. Essas informações permitem uma avaliação mais detalhada do prognóstico que os dados pré-cirúrgicos. A razão por que os dados pós-operatórios são mais informativos é que a graduação e o estadiamento clínicos (pré-operatórios) nem sempre são precisos e podem levar a erros de avaliação do prognóstico. Com dados patológicos em mãos, pode-se fazer uma avaliação geral do prognóstico. De acordo com as estimativas que o Dr. Krongrad e seus colegas publicaram na revista da Associação Médica Americana (Krongrad A, Lai H, Lai S: Survival after radical prostatectomy . JAMA 278:44-46, 1997), o prognóstico depende em grande parte da idade, do grau e do estágio do câncer. Essas estimativas publicadas, possivelmente as mais generalizáveis, permitem fazer avaliações relativamente precisas sobre a sobrevida após a prostatectomia radical. Por exemplo, um homem de 60 anos de idade cuja biópsia indique câncer de grau moderado e confinado ao órgão tem 97% de chance de estar vivo ou morrer de outras causas nos primeiros 10 anos após a prostatectomia radical.

 

Necessitarei de tratamento após a prostatectomia radical?

As indicações para tratamento adicional não são claras e não se baseiam em estudos científicos rigorosos. Entretanto, a conduta atual inclui o uso de radiação, hormônios e/ou quimioterapia após a cirurgia em alguns casos. De modo geral, a decisão de prescrever tratamentos adicionais após a prostatectomia radical baseia-se em observações feitas pelo patologista que examinou a amostra cirúrgica. A opção pela terapia adicional imediata é feita na minoria dos casos.

 

O que é prostatectomia radical laparoscópica?

A prostatectomia radical laparoscópica (PRL) é uma prostatectomia radical minimamente invasiva.

 

Em que a PRL difere da prostatectomia radical aberta?

O manual técnico original e completo de PRL foi publicado em 1999 pelos Drs. Bertrand Guillonneau, Arnon Krongrad e Guy Vallancien e pode ser encontrado neste site. Em resumo, tanto a PRL quanto a prostatectomia radical aberta removem a próstata inteira e então conectam a uretra diretamente à bexiga. Em termos de excisão e de reconstrução, portanto, a PRL e a prostatectomia radical aberta são iguais. No entanto, elas diferem tecnicamente no modo de acessar a pelve profunda e de visualizar o campo operatório.

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Ao contrário da prostatectomia radical aberta, a PRL não requer incisão abdominal. O acesso é feito por minúsculos cortes, a maioria dos quais não tem mais do que cinco milímetros de extensão. A figura representa um campo operatório típico, no qual um cirurgião, um assistente e um braço robótico controlado por voz trabalham em cinco locais para a introdução dos instrumentos cirúrgicos. Um laparoscópio é introduzido em uma pequena incisão subumbilical e é utilizado para guiar a operação. O cirurgião e o assistente usam as outras quatro incisões para a introdução dos instrumentos. Ao contrário da prostatectomia radical aberta, a PRL não faz uso de retratores pesados, e não há necessidade de abrir e afastar a parede abdominal durante o decorrer da operação.

Assim como as operações citoscópicas, neurológicas e outras, a cirurgia laparoscópica tira proveito da óptica moderna. A PRL, uma forma específica de cirurgia laparoscópica, usa um endoscópio que fornece iluminação uniforme em todos os locais, atingindo até os níveis mais distantes da estreita pelve masculina. O endoscópio usado na PRL transmite imagens dinâmicas e ampliadas para um monitor que pode ser visto simultaneamente por todos os envolvidos no procedimento: cirurgião, assistente, instrumentadora, enfermeira de sala, anestesista, visitantes e estudantes. Assim, a PRL proporciona a todos os presentes uma visualização mais precisa e idêntica do ato cirúrgico, o que possibilita maior controle da anatomia e excelente coordenação entre os membros da equipe. A foto mostra uma imagem típica transmitida por um laparoscópio, imagem que seria visível a todos os que estivessem na sala de cirurgia. No exemplo, o cirurgião está colocando uma sutura ao redor do complexo venoso dorsal de Santorini, profundamente abaixo do osso púbico. Nesse ponto, o assistente está preparado para retrair a próstata, vista ao fundo como uma bola rosa coberta de gordura. Pode-se observar que mesmo nesse espaço confinado, coberto com osso e potencialmente ensangüentado, o laparoscópio fornece uma visão ampliada, bem iluminada e nítida.

Ao fazer uso de boa iluminação, óptica moderna, ampliação, visualização precisa e instrumentos mais delicados, a PRL é uma operação relativamente sem sangramento, bem controlada e coordenada.

 

A PRL remove a próstata inteira?

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Sim. A PRL remove a próstata, as vesículas seminais, as extremidades do canal deferente e, dependendo das considerações oncológicas, feixes de nervos e/ou linfonodos. Na foto, uma única amostra constituída por próstata, vesículas seminais e canal deferente foi colocada em um saco plástico para extração através de uma incisão subumbilical; um dreno pélvico foi posicionado e está visível ao fundo. Os pacientes geralmente ficam surpresos ao saber que as amostras podem ser extraídas através das incisões utilizadas. Além disso, a extração de um objeto de borracha através de uma porta elástica lembra um parto vaginal. Exige alguma manobra e uma eventual dilatação, mas a extração da amostra é simples e direta.

 

Quais são os benefícios da PRL?

Devido aos inúmeros recursos técnicos, a PRL provoca pouquíssima perda de sangue, geralmente na faixa de 100 a 200 mililitros. Na prostatectomia radical convencional, pelo contrário, a perda de sangue costuma ser de aproximadamente um litro. A redução da perda de sangue pode diminuir as chances de transfusão, as flutuações da pressão arterial durante a cirurgia e os riscos de complicações pós-cirúrgicas, como o ataque cardíaco. Por ser realizada através de incisões muito pequenas, a PRL causa pouca dor. A maioria dos pacientes recupera-se sem medicação narcótica, o que reduz os efeitos colaterais como letargia, constipação e tontura. A redução da dor também permite que os pacientes levantem da cama em algumas horas e deixem o hospital em aproximadamente 16 horas. Alguns pacientes retornam ao trabalho dentro de 48 horas da cirurgia. Embora sem nossa autorização, um de nossos pacientes voltou para casa dirigindo na manhã seguinte à cirurgia, o que indica um nível de conforto inimaginável com a prostatectomia radical convencional.

 

Por que há menos perda de sangue com a PRL

A redução da perda de sangue reflete a melhor visualização do campo operatório, principalmente atrás do osso púbico, região do plexo venoso de Santorini. A melhor visualização é proporcionada por uma lente que monitora diretamente o campo operatório onde o olho humano não alcança. A PRL também conta com recursos de ampliação e boa iluminação. De modo geral, essa visualização melhorada permite uma dissecção mais delicada e mais precisa, o que significa melhor controle das fontes potenciais de sangramento. Além disso, a pressão de CO 2 provavelmente comprime alguns dos vasos menores, que são sistemas de baixa pressão.

 

Quem pode se submeter a uma PRL?

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Qualquer pessoa com diagnóstico de câncer de próstata localizado pode beneficiar-se da PRL. Entretanto, a decisão de tratar um câncer de próstata com cirurgia envolve inúmeras considerações, das quais a mais importante é a gravidade do câncer e a gravidade das outras doenças. As seguintes variáveis entram na avaliação pré-cirúrgica: idade, PSA pré-biópsia, achados da biópsia, tratamentos anteriores para o câncer de próstata, altura e peso, outras doenças, tabagismo, cirurgia anterior e medicamentos atuais. A PRL pode ser realizada em homens de todas as estaturas e constituições físicas. Um de nossos pacientes atuais pesava 150 kg; três dias depois da cirurgia ele estava jantando em seu restaurante favorito, em dez dias estava totalmente continente e atualmente está livre do câncer. A PRL pode ser realizada em homens que já fizeram outras operações: apendicectomia, correção laparoscópica de hérnia, correção de trauma abdominal, prostatectomia transuretral (RTUP) e outras. Na foto intra-operatória, o defeito encontrado durante a ressecção transuretral (RTU) pode ser reconhecido como um orifício na base da próstata; o canal deferente foi pinçado antes da transeção, e a vesícula seminal é parcialmente visível atrás do pedículo vascular.

 

A PRL exige anestesia geral?

Sim. A PRL é uma operação importante e seria insuportável sem anestesia. Durante a cirurgia, a mesa de operação é posicionada de tal modo que a cabeça do paciente fica mais baixa do que seus pés. Além disso, o abdome do paciente é preenchido com CO 2 a uma pressão de 15 mm Hg. Nessas condições, um paciente sedado não consegue respirar por si só. Por essas razões, a PRL requer anestesia geral e intubação completa.

 

O tamanho da próstata faz diferença?

A PRL remove a próstata inteira; em teoria, uma próstata muito grande poderia exigir uma incisão muito grande para removê-la. Na prática, o tamanho da próstata não é problema. Nós normalmente removemos próstatas de 10 a 100 cc de volume.

 

Os linfonodos podem ser removidos com a PRL?

Sim. Os linfonodos, para onde o câncer de próstata pode se espalhar, podem ser removidos durante a PRL. No entanto, na era moderna, a era do PSA, a remoção dos linfonodos é pouco usada na maioria dos casos de câncer de próstata detectados. Além disso, a remoção dos linfonodos acarreta riscos que são menos prováveis com a PRL apenas: lesão da grande veia ilíaca, laceração do nervo obturador e formação de acúmulos de linfa na pelve. A decisão de remover os linfonodos depende de uma análise individual de risco-benefício que quase sempre favorece a sua não-remoção.

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Na foto, podemos ver a anatomia pélvica após a remoção dos linfonodos. Uma janela foi aberta no peritônio. Através dela vê-se o arco do osso púbico. Abaixo está o nervo obturador, uma fina linha esbranquiçada. Do lado direito, no sentido vertical estão a veia ilíaca externa, de cor azul, e a artéria ilíaca externa, rosada. Os linfonodos estavam originalmente posicionados sobre o osso, à esquerda da veia, acima do nervo.

 

Quais são os riscos da PRL?

A PRL é uma cirurgia importante, realizada sob anestesia geral; seus riscos são os mesmos que os de qualquer outra cirurgia desse porte: ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e morte. Infertilidade, lesão, impotência e incontinência são outros riscos relacionados com essa cirurgia.

 

Os feixes neurovasculares podem ser preservados?

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Sim. Os feixes neurovasculares cuja preservação tem probabilidade de manter as ereções podem ser preservados. Mas a preservação dos nervos não garante ereções satisfatórias após a cirurgia. Na foto, pode-se ver o feixe neurovascular direito ao lado da vesícula seminal e da próstata, que foi ligeiramente girada para a esquerda. A cápsula prostática, desprovida do feixe e da gordura adjacente, aparece brilhante e lisa.

 

Faz sentido preservar os feixes neurovasculares?

Não em todos os casos. O problema aqui é a proximidade física dos feixes com as áreas de malignidade, que podem se estender microscopicamente além da próstata e atingi-los. Além disso, em homens com a função erétil comprometida, não há vantagem em preservar os nervos, o que requer mais esforço e tempo de operação. Assim como acontece com os linfonodos, a decisão de preservar um ou ambos os feixes neuromusculares deve levar em conta a função erétil antes da cirurgia, a importância de manter as ereções e os riscos de deixar parte do tumor.

 

O que determina a probabilidade de manter as ereções após a cirurgia?

A função erétil depende de muitos fatores físicos e psicológicos. Então, a probabilidade de preservar as ereções após a cirurgia também depende de muitos fatores, inclusive da função erétil antes da cirurgia. Muitos pacientes têm pouca ou nenhuma função erétil antes da cirurgia; estes são os que têm maior risco de perder as ereções. Aqueles que têm ereções satisfatórias antes da cirurgia muitas vezes têm fatores de risco que podem interferir na função erétil após o procedimento, como hipertensão, diabete, obesidade, aterosclerose, tabagismo e ansiedade, entre outros.

 

A PRL utiliza dispositivos de compressão venosa?

Sim. Meus pacientes recebem heparina antes da cirurgia por precaução contra coágulos. Também recebem dispositivos de compressão venosa durante a cirurgia, que são retirados assim que eles voltam a andar.

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A PRL requer o uso de catéter, dreno, curativos, pontos?

Sim. Como qualquer outra prostatectomia radical, a PRL refaz a ligação da bexiga com a uretra. Um catéter é deixado na uretra, conectado a uma bolsa de coleta, para alinhar a linha de sutura e drenar a bexiga. No pós-operatório imediato, também é necessário usar um dreno que atravessa a parede abdominal e vai até a pelve, atrás do osso púbico. Esse dreno serve para coletar o sangue e a urina que podem se acumular imediatamente após a cirurgia e é removido quando a drenagem cessa, geralmente na primeira manhã após a cirurgia. Também há pontos, mas eles são absorvidos e não requerem cuidado especial. Os curativos cirúrgicos na PRL são cinco pequenos Band-Aids circulares usados para cobrir as incisões. Esses curativos geralmente são removidos 48 horas após a cirurgia. A foto mostra o abdome de um paciente no dia seguinte à PRL, depois que o dreno foi removido. Uma cicatriz antiga, diagonal, de apendicectomia aparece do lado direito.

 

Posso tomar banho após a PRL?

Sim. A maioria dos pacientes toma banho até 24 horas após a cirurgia.

 

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O que acontece imediatamente após a PRL?

Os pacientes saem da sala de cirurgia com soro, um cateter uretral e um pequeno dreno de borracha na parte inferior do abdome. Depois de recuperar-se da anestesia, quase todos começam a ingerir líquidos. Nas primeiras horas, dependendo da força e da motivação, a maioria dos pacientes levanta-se da cama e estica as pernas. Muitos chegam a caminhar até o posto de enfermagem durante a tarde e a maioria deixa o hospital na manhã seguinte. Os pacientes recebem alta hospitalar com um catéter conectado a uma bolsa de coleta presa à perna, sob as calças. Roupas confortáveis e calçados que não precisam ser amarrados são recomendáveis nas primeiras horas ou dias. Na foto, tirada na manhã seguinte à PRL, um paciente se prepara para deixar o hospital usando calças largas que cobrem o catéter e a bolsa de coleta.

 

O que posso esperar ao chegar em casa?

As queixas mais comuns após a alta hospitalar parecem ser fadiga e perda de sono. Embora em relação à cirurgia aberta a PRL seja menos desgastante, a experiência ainda é estressante. Os pacientes geralmente ficam ansiosos, dormem pouco na noite anterior à cirurgia, chegam ao hospital muito cedo na manhã da cirurgia e dormem pouco na noite seguinte à operação. Assim, ao chegar em casa, a maioria dos pacientes parece mais interessada em uma longa e boa soneca e um bom banho. Outra queixa é a sensação de estufamento, como se as roupas estivessem muito apertadas. Essa flatulência parece estar relacionada com os efeitos da cirurgia, a anestesia e o repouso sobre a função do intestino e responde bem ao ato de caminhar, que ajuda o paciente a expelir os gases intestinais e recuperar seu conforto e apetite.

 

E se eu morar longe? Posso viajar após a cirurgia?

Muitos de nossos pacientes vêm de longe; nós os ajudamos em inúmeras questões logísticas relacionadas com a viagem, desde encontrar um hotel adequado até conseguir as avaliações médicas antes da cirurgia. Já tivemos pacientes que deixaram Miami dois dias após a cirurgia, seja de carro para Tampa ou de avião para Washington. Um paciente recentemente voou sozinho para Ft. Worth e voltou. Ele fez a PRL em uma segunda-feira, deixou o hospital na terça, dirigiu até o aeroporto e pegou seu vôo na quarta de manhã.

 

O que acontece com meu prontuário médico e quem cuidará de mim quando eu voltar para casa?

Nós providenciamos para que o médico responsável pelo paciente receba toda e qualquer informação pertinente. Para aqueles que decidem ficar por um tempo, providenciamos o acompanhamento médico.

 

Devo retornar para acompanhamento?

Nós apoiamos nossos pacientes independentemente de onde eles estejam. Em outras palavras, uma vez que um paciente entra para a fraternidade da PRL, nós sempre o consideraremos um de nossos membros e estaremos sempre disponíveis. De fato, a maioria dos pacientes, por ter confiado em nós durante um período muito difícil de sua vida, mantém contato por telefone ou e-mail para fornecer informações ou pedir ajuda. Embora prestemos atendimento urológico a todos os nossos pacientes locais, normalmente não há razão para que os pacientes de longe venham até Miami.

 

Quanto tempo devo ficar com o catéter?

Não há realmente uma regra que defina quando é melhor remover o catéter. Nós costumamos deixá-lo por três semanas. Mas a experiência mostra que não há uma boa razão para esse prazo. Alguns cirurgiões estão experimentando deixá-lo por três dias, tanto com a cirurgia aberta quanto com a laparoscópica, e alguns tiveram complicações com a remoção precoce do catéter.

 

O que acontece depois que o catéter é removido?

Quase todos os pacientes têm um pouco de incontinência quando o catéter é removido. A função de continência retorna com o tempo; paciência aqui é uma grande virtude. Enquanto recupera a continência, o paciente deve controlar cuidadosamente a ingestão de líquidos, pois é muito mais provável que a urina escape de uma bexiga cheia que de uma bexiga vazia. Aqueles que saem com os amigos para tomar cerveja logo após a PRL pagam o preço, assim como os que consomem muita uva, melancia, café e outras fontes de água e cafeína.

 

Qual é o tratamento no longo prazo após a PRL?

Dependendo do laudo do patologista sobre a amostra da PRL, o paciente pode ou não considerar outros tratamentos adicionais para o câncer. Na maioria dos casos, mas não em todos, a conduta é a observação: medição periódica do PSA sérico, considerado o indicador mais sensível da recorrência de câncer.

 

Fale um pouco sobre as instalações cirúrgicas.

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Torre Norte do Aventura Hospital
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A Clínica Krongrad de Urologia é associada ao Aventura Hospital and Medical Center, uma instituição completa com 40 anos de história e uma equipe de 800 médicos em 50 especialidades. O programa de PRL é um componente altamente especializado do programa geral disponível no local.

Em junho de 2004, o Aventura Hospital and Medical Center abriu na Flórida a mais nova torre de atendimento a pacientes internados. Em seus onze andares inteiramente novos, a Torre Norte (figura) reflete os elevados padrões funcionais e estéticos de sua comunidade e conta com:

  • setor de internações cirúrgicas separado e sala de espera para a família
  • área de estar retirada com capela para múltiplas religiões e lanchonete
  • sala de cirurgia específica para PRL
  • sala de recuperação com dezoito leitos e compartimentos privados
  • todos os apartamentos particulares com banheiro privativo
  • apartamentos VIP finamente decorados
  • suítes VIP finamente decoradas com sala de estar para a família

 

A nova Torre Norte emprega uma gama de tecnologias avançadas em um ambiente seguro, agradável e funcional. Os apartamentos têm conectividade sem fio ao lado do leito, acesso à Internet, cofre para os pertences pessoais, grande closet, filmes sob demanda e vídeos instrutivos para o paciente. Uma estação de trabalho com computador permite que a enfermeira insira informações sobre o paciente diretamente em seu prontuário confidencial.

 

Endereços:

Estamos na metade do caminho entre o Aeroporto Internacional de Miami (MIA) e o Aeroporto Internacional de Ft Lauderdale (FLL). Do MIA, pegue a I-95 norte. Do FLL, pegue a I-95 sul. Saia da Ives Dairy Road e siga na direção leste até o Biscayne Boulevard. O centro médico e nosso consultório estão na Biscayne Boulevard, aproximadamente cinco quadras ao norte da Ives Dairy Road.





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